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Aviação da Indonésia teve crescimento caótico PDF Imprimir E-mail
  • Potencial econômico da indústria não esconde que ela é uma das mais perigosas, com acidentes e escassez de profissionais

O Globo

30/12/2014 7:00

 POR TERRENCE MCCOY, DO “WASHINGTON POST"

Potencial econômico da indústria não esconde que ela é uma das mais perigosas, com acidentes e escassez de profissionais

Tony Fernandes, símbolo da aviação na Ásia: incursão na Indonésia é tempestuosa

 

WASHINGTON - Por vários anos foi fácil para Tony Fernandes, o homem que comprou a AirAsia por US$ 0,35, assumindo uma dívida de US$ 13 milhões, e agora está no centro da última saga da aviação do Sudeste Asiático.

 

Na última década, a classe média da Indonésia saiu de 80 milhões de pessoas para 130 milhões. Em um país com 17,5 mil ilhas, voar é quase sempre a melhor opção.

 

— A Indonésia é como um planeta — disse Fernandes, que abriu uma afiliada no país em 2012 e comprou uma empresa aérea local por US$ 80 milhões.

Mas apesar do potencial econômico, a indústria da aviação no país continua sendo uma das mais perigosas do mundo, com vários acidentes marcando seu rápido crescimento. Apenas cinco de um total de 67 empresas aéreas indonésias têm permissão para voar no espaço aéreo da Europa — a AirAsia é uma delas. O Departamento de Estado dos EUA também expressou preocupações com as práticas da aviação civil no arquipélago. Em 2007, o chefe do setor do país afirmou que era “uma luta sem fim” melhorar as práticas de segurança. A Administração Federal da Aviação dos EUA classifica o país com nível 2 de segurança — o mesmo de Gana e Bangladesh.

— A Indonésia tem um histórico de segurança questionável. Isso irá levantar uma vez mais a questão de quão confiáveis as empresas aéreas da Indonésia são — disse Greg Waldron, editor para Ásia da Flightglobal. — É o primeiro incidente da AirAsia, mas porá de novo toda a indústria sob os holofotes.

O recente crescimento da aviação indonésia — que muitos dizem ter sido rápido demais — começou em 1990 com um processo de desregulação. Entre 2000 e 2007, o número de passageiros cresceu a uma taxa anual de 20%. Em 2011, eram 60 milhões de indonésios voando. O crescimento foi sem restrições, mas com consequências. Muitas autoridades — locais e estrangeiras — alertaram a indústria que a oferta de especialistas e equipamentos estava abaixo da demanda.

— O crescimento da indústria é tão rápido que não é acompanhado pelo crescimento dos recursos humanos — disse em 2007 Dudi Sudibyo, que assessorou o presidente da Indonésia após o desaparecimento de um voo comercial. — Não há reguladores, inspetores de voo ou aviões o suficiente.

A queda daquele ano foi atribuída à falta de manutenção da aeronave, matando 102 pessoas. Na mesma época, outro voo caiu em uma área populosa durante a decolagem, matando 149 pessoas. Depois disso, um avião da Adam Air se rompeu durante o pouso. Ninguém ficou ferido, mas o porta-voz da companhia definiu o ocorrido como “normal”. Ainda não está claro o quão a indústria de serviços aéreos da Indonésia se aprimorou desde então. O aeroporto de Soekarno-Hatta, o principal, foi originalmente construído para atender 22 milhões de passageiros. Em 2013, atendeu a 60 milhões. Lá, estações de rádio e telefones celulares interferem nas frequências de controle de espaço aéreo.

— Eles têm um sistema muito antigo. Eles sabem quem você é, mas não onde você está — disse um piloto da Lion Air em 2012.

 

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