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TAM mira liderança com rentabilidade PDF Imprimir E-mail
  • TAM mira liderança com rentabilidade

Valor Econômico
19/02/2015 às 05h00
 João José Oliveira | De São Paulo

A perda da liderança do mercado aéreo doméstico de passageiros em dezembro é conjuntural e será contornada ao longo do ano, garante a presidente da TAM Unhas Aéreas, Claudia Sender. A executiva disse em entrevista ao Valor que a empresa, controlada pela Latam, vai encerrar 2015 no topo do mercado.

Claudia Sender. da TAM: 'Se o Brasil não der lucro, o grupo não faz dinheiro’

Claudia Sender diz que liderança é tão importante quanto rentabilidade da operação. “Uma coisa não existe sem a outra”, diz a presidente da TAM Unhas Aéreas, explicando que ser a número 1 do setor representa maior escala - uma variável determinante para que a operação dê lucro. “O Brasil é o maior mercado da Latam. Se o Brasil não der lucro, o grupo não faz dinheiro”.

 

“Hoje, a operação brasileira é rentável”, diz Claudia, citando as elevadas taxas de ocupação da companhia em 2014. Em 2012 a Latam aportou R$ 3,5 bilhões na aérea brasileira. Os recursos cobriram o buraco de RS 2,84 bilhões em prejuízos apurados em 2012 e 2013.

 

Segundo a executiva, o aporte feito pela Latam após a fusão foi determinante para que a TAM pudesse fazer os investimentos necessários na operação. A frota foi renovada, os sistemas operacionais foram modernizados e a malha foi ajustada.

A executiva diz que a empresa está preparada para um cenário em que a demanda vai crescer alimentada pela ampliação e modernização da infraestrutura aeroportuária no Brasil. Claudia Sender também citou o programa governamental de aviação regional, que pretende aportar R$ 7,3 bilhões em aeroportos de cidades secundárias e subsidiar passagens aéreas nessas rotas, como elemento capaz de duplicar o índice de viagens por passageiros no país. Hoje, este índice é de 0,5 viagem por passageiro/ano. É menos da metade do registrado nos Estados Unidos e abaixo do o,9 do chile.

A executiva adiantou que neste semestre a TMi anuncia qual será a fabricante que vai fornecer as aeronaves de menor porte que poderão ser usadas pela companhia nas rotas regionais. “As negociações encontram-se avançadas com fabricantes, incluindo a Embraer “, disse a presidente da TAMvI sobre a encomenda que pode chegar a 30 aviões.

A Gol também decide este semestre se vai incorporar aviões da Embraer à frota para ganhar fatias na aviação entre aeroportos menores. Sinal de que a disputa entre as duas ainda mais acirrada este ano.

Gaudia Sender diz que a Gol só foi líder em dezembro porque optou por elevar a oferta de maneira pontual. “Isso pode até ocorrer novamente em janeiro, mas, se olharmos para o médio e longo prazos, somos lideres. No Brasil e na América Latina”.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que a TA1vI encerrou dezembro com 36,7% da demanda medida em passageiros-quilômetros transportados (RPK). A Gol, ficou com 38,1%. Nesse mesmo período, a TAM elevou a oferta - em assentos-quilômetros disponíveis (ASK) - em 3,2%, enquanto a Gol ampliou a oferta em 4,52%.

Levando em conta todo ano de 2014, a TAM teve 38,1% da demanda - queda de 4,38% ante 2013. A Gol ficou com 36,1% do mercado, avanço de 2,12%.

Claudia Sender diz que a empresa também tem a liderança no segmento de viagens de negócios, fatia que representa de 50% a 6o% dos passageiros da aviação no país e que historicamente paga tarifas médias mais elevadas.

Segundo dados da Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), a TAM respondeu por 32,7% da receita gerada pela venda de passagens corporativas em 2014. Já a Gol ficou com 31% do mercado.

Em número de bilhetes, as posições se invertem: TAM vendeu 30,5% de unidades de passagens e a Gol, 31,2%. O que representa um tíquete médio maior para a TAM nesse segmento, de R$ 613, contra RS 567, da Gol.

A TAM bate a Gol também em taxa de ocupação: fechou 2014 com taxa média de 8i,%. Em janeiro, esse indicador subiu ainda mais e superou os 85%. A presidente da empresa diz que pode continuar elevando a receita usando aviões maiores nas rotas de maior densidade. E citou os Airbus A320, por exemplo, que podem dar espaço aos A321, que levam quase 50 passageiros a mais. “A renovação da frota faz parte do plano de investimento de RS 13 bilhões em dois anos”, disse, sobre 2015 e 2016.

A presidente da TAM afirma que as elevadas taxas de ocupação e a liderança no segmento corporativo são conquistas geradas pelos ajustes que a companhia fez na malha e na precificação de passagens. “Estamos atendendo tanto o passageiro de negócios como o de lazer.

Claudia Sender observa que 2015 será um ano tão ou mais desafiador que 2014. O petróleo pode estar s% mais barato hoje, reduzindo a pressão sobre um item que representa 40% dos custos operacionais da companhia, diz a executiva. Mas o dólar também ficou 30% mais caro nesse período e impacta 60% dos passivos da empresa, lembra ela.

Dólar mais caro também representa um fator de desequilíbrio em outro campo onde a TAM disputa liderança - o internacional. Claudia Sender se mostra preocupada com a concorrência americana. “Além de serem muito maiores, têm os balanços em dólar”, diz a executiva.

O principal motivo dessa preocupação responde pelo termo “céus abertos”. Trata-se do acordo assinado pelos governos brasileiro e americano em 2012, que passou a abrir gradativamente as rotas entre os dois países. Em outubro próximo, entra em vigência a última etapa desse processo, tornando absolutamente livres os acessos dos dois mercados para voos das companhias aéreas dos Estados Unidos e do Brasil.

American, Delta ou United Airlines poderão abrir rotas e frequências para o Brasil independentemente de reciprocidade - bastando haver espaço nos aeroportos para que o voo seja realizado.

Entre o fim de 2010 e início de 2014, as frequências semanais entre os dois países subiram 29,4%, para 214 voos, O número de passageiros transportados cresceu ainda mais: 89,2%. Mas enquanto a participação das americanas nesse tráfego passou de 40% para 68%, as brasileiras estacionaram. Hoje, a American Airlines é líder nesse segmento, com 35,1% de mercado, contra 30,5% da TAM e 1,6% da Gol.

Claudia Sender diz que existe espaço no mercado da América Latina para três ou quatro grandes companhias - além de TAM, atuam nesse mercado regional a Avianca Holdings e a Copa Airlines. “Mas é preciso igualdade de condições”, diz, apontando que tributos e fórmula de cálculo para o combustível tornam a estrutura de custos no Brasil quase 40% maior que nos Estados Unidos.

É que os impostos no setor aéreo do Brasil são cerca de 25% maiores que os incidentes sobre as empresas americanas. E o querosene de aviação (QAV) vendido no Brasil é cotado a partir de uma fórmula da Petrobras que leva em conta variáveis inexistentes nos Estados Unidos - como taxas para frete, dutos e estocagem e para o fundo de marinha mercante -, embora 75% desse combustível seja produzido aqui no próprio país.

Claudia Sender diz haver motivos para acreditar que a demanda no Brasil é capaz de sustentar os modelos de negócios das quatro maiores empresas nacionais - Gol, Azul e Avianca, além da própria TAM.

“Existe uma grande demanda reprimida”, repete a executiva, apontando que no Brasil ainda há um grande número de pessoas que estariam voando se tivessem aeroportos mais próximos de suas casas.

 

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